segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Falta de motivação tem motivo

Manter as pessoas motivadas é o maior desafio da liderança moderna, mas o que poucos consideram é que nem só com treinamentos, campanhas de venda e dinâmicas vivenciais se constrói a motivação.
A essa altura você deve estar pensando que a pessoa precisa querer, não é?
Não!
Não é o suficiente, infelizmente.
Existem causas orgânicas, bioquímicas, que provocam a falta de foco, a preguiça, a perda da motivação. Trata-se do baixo nível de dopamina.
Mas o que é isso?
Descrevendo de forma bem simples, dopamina é um neurotransmissor, uma molécula secretada pelos neurônios, responsável pela transmissão de informações e emoções. Afeta a motivação, a memória, cognição, o aprendizado e a sensação de prazer.
Quando ocorrem circunstâncias agradáveis liberamos dopamina desencadeando impulsos nervosos que nos levam a uma sensação de bem-estar. Em alguns casos ocorre o desequilíbrio na secreção desta substância e sua falta provoca efeito contrário, similar aos efeitos da depressão.
E o papel da liderança nesse cenário? O que o gestor pode fazer?
Se entendermos que o líder deve enxergar o seus colaboradores de forma sistêmica (corpo, alma, mente e espírito) nada mudou. Basta que continue liderando.
Sua responsabilidade é promover hábitos saudáveis em sua equipe. Com isso, além de aumentar o nível de dopamina, irá proporcionar um clima organizacional mais sadio, com mais respeito e verdade.
Hábitos como atividade física, alimentação rica em frutas e grãos, manter o peso ideal e meditação apresentam ótimos resultados. Já encontramos empresas que utilizam cestas de frutas espalhadas em suas dependências, oferecem serviços de massagem relaxante, possuem ambientes preparados para meditação, incentivam suas equipes a participarem de corridas... é a promoção da elevação da dopamina. Eis que a qualidade de vida não é apenas uma recompensa ao liderado, mas, principalmente, um meio de otimizar resultados.
E o maior resultado será o valor de seu trabalho, já que seu time irá perceber o sentido de sua posição de apoiador de todo o resultado.
Mesmo que o orçamento de sua empresa seja pequeno existem formas criativas e colaborativas de desenvolvimento de ações coletivas que previnam a queda da dopamina.
Já é tempo de entendermos que não investir em qualidade de vida do colaborador é muito mais caro do que manter uma operação com custos reduzidos.
A comprovação é científica.

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